sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Centro de Línguas da USP abre vaga para monitor de Esperanto

Saiu no Diário Oficial de São Paulo, na edição de 29 de agosto de 2012 edital ( Edital ATAC-098-12-CL-Esperanto ) apresentando as condições para a contratação de um monitor bolsita para o curso de Esperanto do Centro de Línguas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.
Poderão candidatar-se à monitoria os alunos matriculados na graduação a partir do sexto semestre de Curso da FFLCH-USP. Os monitores selecionados serão remunerados mediante bolsa, cujo valor será fixado pelo Conselho Técnico-Administrativo da FFLCH-USP, sem vínculo empregatício com a Unidade.
A vigência da bolsa será de seis meses, renováveis, automaticamente, por mais seis meses, permitindo-se, todavia, que o aluno que já tenha exercido monitoria se candidate a novo processo seletivo.

Ensino do Esperanto é mercado emergente

Essa bolsa criada no Centro de Línguas da FFLCH da USP é mais uma iniciativa que aponta para uma tendência que tende a crescer nos próximos anos: um melhor posicionamento do Esperanto, que aos poucos deixará de ser ensinada somente em associações formadas pelos esperantistas para ser incluído em centros universitários de línguas e empresas dedicadas ao ensino de línguas em geral.
A globalização, que de um lado torna as barreiras linguísticas um fato real na vida prática das pessoas e de outro expõe com mais clareza as deficiências da atual política das línguas - que impõe a hegemonia de uma língua nacional sobre as demais - vai abrindo espaço para a língua internacional Esperanto, planejada, neutra, democrática e de propriedade de todos os povos do mundo.
A Intraespo considera a indústria do ensino do Esperanto o segmento primário da economia esperantista, que deverá ser um dos primeiros a deslachar, juntamente com o comércio internacional, que exige pouca massa crítica para acontecer.

Informou: Lista Esperanto Brasil no Yahoo


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

"Nossa intenção é que a UnB se torne um grande centro de formação de professores de Esperanto"

Paulo Nascentes atua na frente universitária do ensino do Esperanto

O primeiro entrevistado do blog Esperanto nas Escolas é o professor Paulo Nascentes, docente do Instituto de Letras da UnB, hoje aposentado, mas não inativo. Conhecedor do Esperanto, Paulo Nascentes dedica parte do seu tempo ao processo de desenvolvimento no Brasil dos exames de proficiência em Esperanto, com base no Quadro Referencial Europeu de Línguas (QREL), como um dos examinadores credenciados, e ao seu ensino. Será um dos professores do UnB Idiomas.

 

Tendo sua vida profissional ligada ao ensino no Instituto de Letras da UnB, o que pode dizer sobre a rejeição que o Esperanto causa na maioria dos professores de Letras, em todo o mundo?

 Penso ser muito pretensioso afirmar que haja igual nível de rejeição ao Esperanto "em todo o mundo." Desconheço pesquisas e estatísticas sobre essa rejeição. Mas, a desinformação ainda parece alta em grandes universidades no Brasil e no Exterior. Por exemplo, nos corredores da UnB, ouvi de um professor de Literatura do Instituto de Letras, certa vez, a pergunta, feita com ar de surpresa talvez: "Mas, o Esperanto não é uma língua morta?!" Respondi ao colega com um gracejo. Ele precisaria rever seu conceito de "língua morta". E todos rimos. Também já li artigos de linguistas conhecidos com opiniões bastante equivocadas sobre o papel do Esperanto. Mais recentemente, porém, dissertações e teses sobre o Esperanto têm sido defendidas, como a do jornalista Emerson Werneck, na UnB, e a da professora Maria Nazaré Laroca, em Juiz de Fora. A Universidade Federal do Ceará mantém cursos de Esperanto na modalidade semipresencial. E o UnB Idiomas acaba de acrescentar mais dois idiomas, o Coreano e o Esperanto, à relação daqueles que ensina. No caso do Esperanto, a meta é termos, ao final de 4 semestres, falantes capazes de se submeterem com sucesso ao mencionado teste de proficiência QREL da universidade ELTE de Budapeste. Além disso, os que o desejarem poderão praticar o ensino do Esperanto em classe com os colegas, sob a supervisão dos professores do Curso, Josias Barboza e Paulo Nascentes. 


Poderia citar alguma iniciativa no Exterior, que possa ser considerada de extrema importância para um melhor posicionamento no meio universitário?
 

Em Poznan, na Polônia, a universidade Adam Mickiewicz mantém o curso de Interlinguística com aulas totalmente em Esperanto. Nela estudam 6 brasileiros. Na Hungria, a universidade de Budapeste, como vimos, aplica testes de proficiência em diversas línguas, entre elas o Esperanto, com base no Quadro Referencial Europeu de Línguas. A China tem programas de ensino de Esperanto na universidade de Linguística Aplicada de Nanquim. A quantidade de cursos como esses vêm aumentando ultimamente.

A propósito do tema Esperanto nas Universidades, a UnB incluiu seu ensino na sua escola de línguas, o UnB Idiomas. Qual o significado dessa inclusão  e o que podemos esperar a mais desse trabalho no âmbito da UnB? Podemos esperar, por exemplo, que a UnB se torne um grande centro de formação de professores de Esperanto?


 De fato o Esperanto entra no UnB Idiomas segundo encaminhamento do LET, Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução. As matrículas estão abertas no Campus, ICC Ala Sul, CSS sala 072b (subsolo) e on line pelo portal www.unbidiomas.unb.br; informações pelos telefones (61) 3107-7223 e (61) 3107-7224. As aulas começam no dia 1º de outubro de 2012. Serão 4 módulos de 45h, com certificados parciais ao final cada módulo. No final do terceiro e no quarto módulos os alunos começarão a dar aulas na própria turma, com supervisão dos professores Josias Barboza e Paulo Nascentes. Por já ter sido sugerido pela própria Coordenação de Pós-Graduação do LET/UnB, está em preparação a ampliação da carga horária e dos conteúdos atuais para a implantação do Curso de Especialização no Ensino de Esperanto, destinado prioritariamente aos alunos de Letras e aos que já são professores de Línguas. Assim, nossa intenção é que a UnB se torne um grande centro de formação de professores de Esperanto que possam comprovar fluência e proficiência no idioma de acordo com o nível C1 das competências listadas no Quadro de Referência Europeu de Línguas.

Além de ensinar o Esperanto, o curso abordará temas ligados à cultura do Esperanto?

Claro que documentos básicos do ideário da Língua Internacional serão lidos e analisados pelos alunos-mestres, como o Manifesto de Praga, as Resoluções dos últimos congressos mundiais, entre outros. E no Curso de Especialização de Professores de Esperanto, deverão ser estudados conteúdos ligados à História, à Literatura, a Metodologias de Ensino do Esperanto, entre outras.

Então, um melhor posicionamento do Esperanto nas faculdades de Letras parece ser mais uma questão de informação. Isso tudo que você citou é de seu conhecimento, mas mas a informação não chega ao meio universitário.  Você acredita que é possível tornar todas as conquistas do Esperanto bastante conhecidas na área de Letras, sem uma reengenharia social e estrutural do movimento esperantista? Em outras palavras, o movimento esperantista está preparado para desempenhar esse papel de mudar a percepção que se tem do Esperanto nas faculdades de Letras?

De fato a questão é mais complexa do que apenas a falta da informação. Na academia em geral, e na área de Letras não é diferente, a informação é legitimada conforme a 'posição discursiva' do interlocutor. Explico: quem é dessa Área conhece os discursos dominantes, as diferentes linhas e abordagens, então consegue dialogar com seus pares de igual para igual. Diante de um argumento falacioso, por exemplo, os caminhos para réplicas e tréplicas são reconhecidos, e a falácia pode ser demonstrada e desmontada. Mas, isto é apenas parte da questão, ou seja, o preparo intelectual e profissional. Outras formas de preparo são necessárias, como a inteligência emocional, a habilidade de identificar princípios e leis mais gerais e deslocar o debate para áreas mais amplas e conhecidas, como a filosofia, o direito, a história das civilizações. Se o movimento esperantista está ou não preparado para a tarefa de mudar percepções sociais sobre o papel do Esperanto na comunicação internacional, não sou eu quem deve responder.

 A economia esperantista sempre existiu, e é ainda incipiente e pouco significativa do ponto de vista das estatísticas globais da economia. Mas, tomando como premissa que circunstâncias diversas e dispersas pelo mundo afora, incluindo o trabalho da Intraespo,  leve a economia que adota o  Esperanto como língua de trabalho a um crescimento exponencial nas próximas décadas, isso poderia afetar significadamente a percepção sobre o Esperanto da sociedade civil em geral, e da assim chamada academia em particular? Um reconhecimento mais concreto do valor do Esperanto está indelevelmente vinculado ao crescimento da economia esperantista ou outros critérios podem ser tão ou até mais  importantes que os critérios econômicos?

 A lógica que sustenta essa pergunta parece ter fundamento, mas ainda existe pouca visibilidade social para o Esperanto, como fica evidente. Não tenho dúvida que essa percepção já começa a mudar e que quanto mais o idioma se mostrar útil e ganhar aplicações no campo da economia, da educação, da cultura e da ciência, mais fácil será termos esse crescimento exponencial. Movimentos de prestação de serviço e inovação social que usam a internet em sua ação mundial começam a querer ajuda com idiomas que tenham essa capilaridade mundial que tem o Esperanto. Mais que a quantidade absoluta de falantes, essa capilaridade, esse alcance mundial são o nosso trunfo.

Bom indício dessa mudança é a seguinte afirmação, numa tradução livre do Esperanto, cujo original se encontra no portal Kuriero: "Um número crescente de comunidades transnacionais aparecem em todo o mundo. Algumas delas tendem a, objetivam ou já desenvolvem economias compartilhadas em torno de diversos pontos comuns abertos. Elas são filés, e cada vez mais pessoas veem neles um caminho alternativo para enfrentar a crise, experimentar inovação social e viver uma identidade inclusiva. Vem um tempo para interconectá-los e colocá-los na internet em todo o mundo. Você vê filés de falantes de Esperanto nesse tipo de redes?". Esse portal informa o conceito de "fileoj" como "comunidades transnacionais com identidades próprias e diversas que desenvolvem ou têm como objetivo diversas formas de democracia econômica por seus membros e seu meio". Sinto como tendência de nossa época a proliferação desses "fileoj" para superação da crise em que vivem vários países, inclusive os de economia desenvolvida.

Suponho que outros fatores estão envolvidos, além do econômico. Um deles - inexorável - é a sucessão geracional. Muitos dessa garotada que anda com seus smartfones e tablets não tiveram tempo de cristalizar dogmas e certezas. Jovens estudantes e aspirantes a uma profissão estão neste momento experimentando-se no empreendedorismo, nas chamadas 'incubadoras de empresas' das universidades. Quem segura essa força? Que diálogo os esperantistas querem sustentar com eles? Estamos suficientemente atentos a esse público, ávido de soluções decentes para as conhecidas dificuldades do mundo? Se não estamos, quando e como vamos começar?

Enfim, espera-se que tais reflexões gerem ações que mereçam novas reflexões que vão gerar outras novas ações. Como cantava o compositor Cazuza, "a tua piscina tá cheia de ratos/ Tuas ideias não correspondem aos fatos/ O tempo não pára".

O movimento esperantista parece de um lado estar em crise e de outro temos visto muitas iniciativas inovadoras, geralmente sem nenhuma ligação ao apoio das organizações tradicionais do movimento. Como interpretar esse fenômeno?

 A questão é complexa. Muitos esperantistas parecem descrentes de um modelo de organizações tradicionais como clubes e associações. Basta ver a situação financeira da maioria delas. Baseadas no serviço voluntário - e voluntários por vezes são voluntariosos... -, muitas vezes pouco entendem de planejamento estratégico e gestão, por exemplo. Assim, muitas ações têm ocorrido por iniciativas mais ou menos isoladas desses esperantistas, fenômeno que um ativista do Movimento Esperantista denomina 'caos laborativo', nome, aliás, bastante sugestivo. A sociedade vem mudando em todos os setores e a renovação é inevitável. A distância entre os conceitos e as práticas administrativas e de gestão dos jovens na BEJO, Organização da Juventude Esperantista Brasileira, é muito grande, se comparada com as práticas recentes da Liga Brasileira de Esperanto. Fenômeno semelhante se dá com a TEJO, da juventude mundial, e da UEA, a associação mundial de Esperanto. Porém, experiências bem sucedidas vêm se acumulando, como a dos portais Edukado.net, Lernu.net, o trabalho do Interkultura Centro de Herzberg, nessa cidade alemã conhecida como 'Cidade Esperanto' (Esperanto-urbo). Enfim, qualquer avaliação precisa considerar muitos aspectos, como o educacional, o cultural, o político, o econômico, o histórico. Sempre me pergunto o que aconteceria com a divulgação do Esperanto se ousássemos olhar menos pelo retrovisor e mais para a estrada adiante a ser percorrida... Conquistas são inegáveis, mas ainda temos muito chão pela frente. Se obtivermos sucesso entre os jovens universitários, professores de idiomas, multiplicadores de ideias por natureza, logo saberemos o que poderá mudar na mentalidade reinante entre os esperantistas e no público em geral. No momento, só podemos levantar hipóteses...

 A União Planetária , com a TV Supren, tem dado muito espaço ao Esperanto e você trabalhou lá. Pode falar sobre o motivo pelo qual o programa 'Esperanto instrumento de uma globalização solidária' saiu do ar?

   A União Planetária, onde trabalhei de 2004 a 2008, de fato no seu estatuto e na sua prática defende o uso do Esperanto na comunicação internacional e mantinha pela TV Supren o programa 'Esperanto instrumento de uma globalização solidária', que tive o privilégio de produzir e apresentar. Os estúdios da TV Supren continuam à disposição da comunidade esperantista. Porém, diante dos altos custos operacionais, a manutenção de um programa de televisão em ou sobre o Esperanto na comunicação internacional solidária exige a captação de patrocínio, o que não parece fácil em função do grande desconhecimento e consequente preconceito ainda vigentes nos meios empresariais em relação ao Esperanto. Quem seriam esses patrocinadores? Fica a pergunta.

 Que últimas palavras tem a dizer aos nossos leitores?


Apenas podemos acrescentar que a cada um de nós, ativistas de um novo modelo de comunicação internacional via Esperanto, cabe a formulação de políticas de aproximação com as ONGs, ONGDs e entidades do Terceiro Setor que já vêm atuando no meio ambiente, na defesa de línguas e culturas ameaçadas, na integração de minorias, na democratização do acesso aos bens culturais produzidos nos países dos cinco continentes em que o Esperanto se insere, nas ações da economia solidária, no turismo com hospedagem solidária, na edição e publicação de livros, na produção de espetáculos, no ensino de idiomas. Que tal conferir na prática e provar à sociedade que a alegação de que aprender Esperanto antes de aprender os demais idiomas de fato funciona como elemento facilitador e acelerador dessa aprendizagem, como sugerem as pesquisas da Faculdade de Psicologia Cibernética da Universidade de Paderborn? Não basta dizer que isso é assim. É preciso provar com experiências atuais bem conduzidas e bem divulgadas. A mídia precisa ver nisso uma grande fonte de renda, pois nosso país precisa ter suas universidades internacionalizadas. Só que, nesse momento histórico, a barreira das línguas deve ser superada tanto pelo Inglês, finalmente sendo aprendido com sucesso, como pelo Espanhol e pelo Esperanto, pela proposta de comunicação democrática do Esperanto, que deixa os falantes no mesmo pé de igualdade. Afinal, cada um de nós deve usufruir do direito de fazer parte, na prática, da cidadana mundial.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

UnB pode ser transformar num centro de formação de professores de Esperanto

O Instituto de Línguas da UnB (UnB Idiomas) incluiu o Esperanto entre as línguas ensinadas, conforme encaminhamento do   Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução (LET).
Os professores Paulo Nascentes e Josias Barbosa, que serão os professores do UnB Idiomas, informaram em nota nas principais listas de discussão do tema Esperanto e no Facebook que a grande meta é transformar a  UnB num grande centro de formação de professores de Esperanto, que possam comprovar fluência e proficiência no idioma de acordo com o nível C1 das competências listadas no Quadro de Referência Comum Europeu de Idiomas. Os alunos egressos dos cursos de Letras de UnB e professores de línguas estrangeiras terão prioridade.
As matrículas estão abertas no Campus, ICC Ala Sul, CSS sala 072b(subsolo) e on line pelo portal www.unbidiomas.unb.br . Informações mais detalhadas podem ser obtidas pelos telefones (61) 3107-7223 e 3107-7224. As aulas começam no dia 1º de outubro de 2012.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Fundamentos do Esperantismo Econômico

O documento Fundamentos do Esperantismo Econômico e do Movimento Neoesperantista deverá nortear o trabalho da Intraespo pelo desenvolvimento da economia esperantista e pela criação de um terceiro setor global, sem barreiras linguísticas.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Votação de PL que inclui Esperanto nas escolas foi adiado

Câmara dos Deputados
Comissão de Educação e Cultura
Reunião Ordinária Deliberativa do dia 08/12/2010

Na primeira parte da pauta, incluiu-se 2 (dois) requerimentos, entre o quais o

REQUERIMENTO N* 337/10 - do Sr. Wilson Picler - que "requer a realização de Audiência Pública da Comissão de Educação e Cultura para debater sobre o ensino de língua estrangeira nas escolas públicas e privadas, conforme parágrafo 5* do art. 26 da Lei n* 9.394/1996.

O requerimento foi aprovado.

O blog Esperanto nas Escolas prepará uma postagem sobre essa futura Audiência Pública e principalmente sobre o que diz o 5* do art. 26 da Lei n* 9.394/1996, com as devidas interpretações de nossa parte.

Na terceira parte da pauta foram apresentadas "Proposições Sujeitas à Apreciação Conclusiva pelas Comissões" entre as quais o

Projeto de Lei N* 5.900/09 do Senador Cristovam Buarque.

O projeto de lei do senador Cristovam Buarque altera a Lei N* 9.394 de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), para dispor sobre a inclusão facultativa do ensino do Esperanto no ensino médio.

Depois de passar por todas as instâncias do Senado, a relatora do projeto, Deputada Andréia Zitto, deu parecer pela aprovação, com emenda.
A seguir o texto do projeto de lei, com e sem a emenda da Deputada Andréia Zitto:

O Congresso Nacional decreta:

Art 1* O art. 26 de Lei n* 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescido do seguinte:
"Art. 26 ......................................................................................................................
§ 7* O Esperanto constituirá componente curricular facultativo da grade escolar do ensino médio, sendo sua oferta obrigatória caso a demanda justifique." (NR)
Art. 2* Os sistema de ensino terão o prazo de 3 (três) anos para regulamentar as exigências estabelecidas no art. 1*.
Art. 3* Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Termo de recebimento de emendas

Na Câmara dos Deputados o PL não recebeu emendas, mas no âmbito da Comissão de Educação e Cultura, a Deputada Andréia Zitto, apresentou emenda de relatora:

Dê-se a seguinte redação ao art. 1* do Projeto:

"Art. 1* O art 26 da Lei n* 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar com o acréscimo do seguinte § 7*:
Art. 26. .........................................................................................................................
O Esperanto constituirá componente curricular facultativo no ensino médio, sendo sua oferta obrigatória caso a demanda o justifique.

Na postagem seguinte, conheceremos o motivos que levou a deputada a trocar o termo "grade curricular" por "componente curricular", e também a fundamentação do seu voto a favor da aprovação da Lei.
O plenário da CEC deu preferência aos projetos cujos relatores estavam presentes, e como a Deputada Andréia Zitto, relatora do PL do senador Cristovam, não estava presente e nem indicou um substituto, o voto do plenário não pode ser dado e o projeto ficou para uma próxima reunião do CEC.

domingo, 28 de novembro de 2010

Os Elefantes Africanos Voam Melhor...

por Pedro Jacintho Cavalheiro


Ultimamente venho ouvindo e lendo um verdadeiro festival de desinformação sobre a língua internacional esperanto motivado pelo Projeto de Lei do Senador Cristovam Buarque, que introduz o ensino optativo dessa língua no ensino médio, através de aditivo à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a LDB.

Impressionante! Quanto barulho por nada! Aqui vigora a máxima que diz: “Na falta de conhecimento sobre um assunto emita-se uma opinião”. Esse é um comportamento comum ao ser humano, até nos meios acadêmicos e, infelizmente, também nos meios de comunicação.

Então, aqui vai pra vocês, INFORMAÇÃO sobre o tema:

O projeto de Lei mencionado cria na LDB, apenas a possibilidade de se ensinar a língua internacional esperanto no ensino médio. Não obriga e, portanto, não cria demanda atabalhoada de professores de esperanto. Então, o pânico de como iremos abastecer o ensino com professores dessa língua, não tem o menor sentido.

Mas, por que criar esse dispositivo na LDB?

No quesito línguas a LDB, até o momento, apregoa o ensino da língua pátria e de línguas estrangeiras. O esperanto não é uma coisa, nem outra. E, portanto, tecnicamente não tem espaço na LDB. O Brasil é signatário de duas resoluções oficiais da UNESCO em favor da língua internacional esperanto, onde se compromete a divulgar e facilitar o ensino dessa língua. Incluir na LDB um artigo que permite o ensino da língua, e não obriga, é simples ajuste legal na Lei máxima do ensino brasileiro, para que o esperanto possa ser ensinado nas escolas que se interessarem por ele. Apenas isso.

Mas, e o mérito?

O esperanto é visto pela UNESCO como uma ferramenta viável de comunicação internacional democrática entre as nações e como instrumento de proteção à diversidade linguística. Primeiro, porque ter sobrevivido sem pátria por 123 anos, passado por duas guerras mundiais, com direito a extermínio de esperantistas em campos nazistas; ter crescido e ser falado hoje por milhões de pessoas, sem conhecer barreiras étnicas, possuir vasta literatura original e traduzida (a biblioteca da Associação Universal de Esperanto tem algo em torno de 20.000 títulos de livros na língua), jornais, periódicos, músicas etc., já demonstra sobejamente que essa língua é indiscutivelmente viável. Depois, porque o esperanto não pratica invasão cultural e não quer dominar ninguém a partir de imposição de língua e de cultura, já que não existe uma “Esperantolândia” pra tomar nossa Amazônia, por exemplo, ou pra tomar o petróleo do Iraque, ou tomar... qualquer coisa alheia. No caso da cultura, tomar a alma alheia.

Enquanto gente desinformada põe em dúvida o mérito do esperanto, a China adotou-o como matéria opcional nas escolas e universidades do país têm curso de pós-graduação em esperantologia. Enquanto os intelectuais tupiniquins discutem se “uma língua artificial pode dar certo”, na Hungria a Língua Internacional Esperanto já é matéria de vestibular desde 2.000. Lá o aluno pode optar no vestibular em prestar exame ou de alemão, ou de inglês, ou de lovária (língua de uma etnia cigana muito presente na Hungría) ou de esperanto. E, pasme, o esperanto é uma das línguas mais procuradas pelos vestibulandos. Não por ideologia e sim porque ele é mais fácil e rápido de aprender.

Enquanto gente de peso ou pose emite “opiniões” sem conhecer absolutamente nada sobre a língua internacional (sobre seu comprovado valor pedagógico como facilitador do aprendizado de línguas, por exemplo), eu uso meu navegador Mozilla, em esperanto, os serviços do Google em esperanto, o Face Book em esperanto (tudo mesmo – até as mensagens automáticas que o Face Book envia pro meu correio eletrônico) e muito, muito mais. Interessante o pragmatismo dessa gente que sabe ganhar dinheiro, não é? A cabeça deles funciona assim: tem público pra consumir o produto em esperanto? Então temos que oferecer nosso serviço em esperanto também. Se bobear, daqui a pouco estaremos pagando direitos autorais a estrangeiros por cursos de esperanto! Porque enquanto eles desenvolvem paulatinamente o ensino dessa língua de DNA internacional, enquanto aumentam paulatinamente o número de professores habilitados a ensiná-la, desenvolvem material didático, enfim, criam uma infraestrutura para o ensino do esperanto, a gente aqui do país do futuro (com todo respeito ao Stefan Zweig) fica... emitindo opinião.

Tudo bem que opinião é coisa pessoal, foro íntimo e tal, mas não dá pra aceitar como válida, por exemplo, a opinião de que elefantes africanos voam melhor do que elefantes indianos porque tem orelhas maiores. Não basta ter opinião sobre alguma coisa: ela tem que estar fundamentada em fatos.
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Falando em pragmatismo...

A empresa inglesa BT Global Services veicula propaganda onde funcionários dela, de alguns países, dão depoimento. Cada um em sua língua, com a bandeira do respectivo país ao fundo. Um desses clientes fala Esperanto e a bandeira com a estrela verde, símbolo do Esperanto, aparece atrás dele embora essa língua não pertença a um país.

A ideia é clara: falar com o maior número possível de pessoas no mundo com um único filme publicitário. E o Esperanto já é uma ferramenta linguística importante para atingir esse objetivo.





domingo, 21 de novembro de 2010

Mercado de Ensino de Inglês Online Cresce 22%

Relatórios da Ambient Insight afirmam que os rendimentos mundiais
atingirão US$1.69 bilhões em 2014


De acordo com novo relatório da Ambient Insight, a demanda mundial para o aprendizado da língua inglesa por via eletrônica (e-Learning) cresce numa taxa composta anual (calculada em projeção qüinqüenal) de 22.1% e seu rendimento atingirá US $1.69 bilhões em 2014.

“O panorama competitivo mudou significativamente nos últimos dois anos”


O relatório foi chamado de “Mercado Mundial para o Aprendizado da Língua Inglesa em Conteúdo Eletrônico e Ritmo Pessoal: 2009-2014 Previsão e Análise,” e provê estimativas de renda no período 2009-2014, para os países onde há mais aquisições desses cursos. As taxas de crescimento do aprendizado do inglês como segunda-língua variam de um país a outro e, em 2014, os países no topo da lista dos compradores desses cursos serão muito diferentes daqueles que ocupavam essa posição em 2009.
"Em 2009, os rendimentos advindos do aprendizado por via eletrônica (e-Learning) da Língua Inglesa representaram 51% de todos os rendimentos com ensino de idiomas” afirma Sam S. Adkins, Chefe de Pesquisas da Ambient Insight. "Em 2014, as vendas totais de cursos da língua lnglesa via e-Learning representarão 68% de todos os rendimentos associados às atividades ligadas a idiomas."
Pode-se baixar Relatório-Executivo gratuito sobre a matéria (em inglês) no link que se segue: www.ambientinsight.com/Reports/eLearning.aspx
Mais de 150 fornecedores de cursos à distância, que operam em países e regiões específicas, são mencionados nesse relatório, com o intuito de auxiliar fornecedores internacionais a identificar parceiros, distribuidores e revendedores locais e também metas potenciais de fusão e de aquisição.
"O panorama competitivo tem mudado de forma significativa nos últimos dois anos”, comenta o Diretor-Presidente da Ambient Insight, Tyson Greer. "Os principais fornecedores de cursos a distância podem obter segmentos desse mercado, quanto a rendimentos, mas nem sempre têm capacidade de penetrar alguns mercados. Fornecedores domésticos entrincheirados são frequentemente capazes de bloquear a entrada dos fornecedores globais.”
Também inclusa no relatório está uma análise das tendências do mercado que tratam das atividades de fusão e aquisição (F&A), de capital de risco, do surgimento de novos produtos e das inovações recentes na tecnologia empregada pelo ensino à distância.
"Há, com frequência, grandes diferenças no comportamento aquisitivo de diferentes países. A resposta às questões 'Quem é o comprador?' e 'Quem é o concorrente?' pode ser tarefa desencorajadora para fornecedores," acrescenta Adkins. "Consequentemente, empenhamo-nos na identificação dos principais segmentos compradores (tais como consumidores individuais, universidades, governos ou empresas) e dos principais concorrentes, no âmbito dos países que mais adquirem esses serviços.”

Comentário do Blog Esperanto nas Escolas:


Vejam quanto é grande o mercado de ensino de inglês. E estamos falando somente de ensino pela internet. Com o esperanto se afirmando como língua internacional toda essa renda, que está concentrada na mãos de empresários anglófonos, vai se desconcentrar.
O esperanto, por pertencer a todos os povos, trará muitas oportunidades de negócios para quem se disponha a empreender. Professores profissionais de esperanto terão um grande mercado em breve, assim como editoras e empresas de ensino virtual.
Se o Brasil não sair na frente, outros países tomarão a dianteira.
A Intraespo tem o segmento do ensino do esperanto como prioridade, pois é baseado na expansão do ensino do esperanto que todos os outros segmentos da economia esperantista irão deslanchar.
Filie-se à Intraespo, na seção "Filiação", do Blog Esperanto na Mídia.